[textos] Artigo de Alissan Maria da Silva estabelece “Diálogos sobre presença, performance e afeto”

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Alissan Maria da Silva, mestranda do programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO), compartilha com o ctrl+alt+dança o artigo intitulado “Diálogos sobre presença, performance e afeto”. Nele, a autora estabelece pontes entre experimentos realizados numa disciplina do curso com a noção de produção de presença proposta na obra de Hans Ulrich Gumbrecht. Confira!

DIÁLOGOS SOBRE PRESENÇA, PERFORMANCE E AFETO, por Alissan Maria da Silva

Eu escrevo com o corpo.

Poesia não é para compreender, mas para incorporar.

Entender é parede:

Procure ser uma árvore

Manoel de Barros

Este artigo tem como objetivo estabelecer relações entre os experimentos performáticos realizados na disciplina Performance e Afeto e Produção de presença de Gumbrecht. Concomitante a leituras sobre performance, fomos levados a realizar experimentos performáticos com o foco na potencialização de afetos nas relações humanas e estabelecer conexões por meio da investigação de alguns conceitos. A proposta é que realizássemos experimentos performáticos em duplas escolhidas por sorteio. A primeira experiência realizada por alunos da disciplina, que em sua maioria acabava de se conhecer; a segunda por um participante da disciplina e um artista indicado por um companheiro de turma; e a terceira por participante e uma pessoa fora do contexto profissional artístico. O registro destas experiências foi postado em um blog, criado especialmente para este fim, onde todos temos acesso às experiências uns dos outros para refletirmos, trocarmos e produzirmos nossos artigos.

Os conceitos a serem investigados – heterotopia; performatividade; TAZ; utopia; afeto; view point; radicant; produção de presença; estética relacional; autotransformação; arte contextual; situacionismo; work in progress; paisagem sonora; estética da recepção; skyart – foram sugeridos para alguns e escolhidos por outros, após uma conversa inicial sobre certezas e incertezas, desejos e projetos de pesquisa e atuação profissional.

Inspirada pela forma quase que autobiográfica com que Gumbrecht escreve seu livro, escolhi a partir da leitura de produção de presença pensar as experiências realizadas por mim mesma nessa jornada performática. Procuro outras vias para a escrita deste artigo, então, possivelmente, não estarei seguindo uma lógica de distanciamento total da experiência para refletir sobre ela. Acredito que o leitor caminhará por momentos de presença de Alissan. Contudo, produzir presença através deste texto não é exatamente o intuito (embora o desejo de atingi-la exista), já que imersos numa tradição do campo hermenêutico isso é um exercício paulatino, bem do modo hermenêutico de pensar.

É de suma importância, portanto, que o leitor deste artigo tenha em mente que de certa forma este será redutor das idéias de Gumbrecht e o ideal seria que fosse capaz de colocar uma pitada de curiosidade no leitor a ponto de levá-lo a desejar sentir o sabor do livro, para que possa confrontar, complementar ou até mesmo refutar nossos escritos. [Para continuar lendo, clique aqui]

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