“Da Onde Vem a Sua Dança?”: Monica da Costa estreia seu novo trabalho em Salvador (BA) hoje e amanhã

Neste fim de semana estreia em Salvador (BA) o espetáculo Da Onde Vem a Sua Dança?, realizado em parceria entre Monica da Costa e o Núcleo de Dança Afro-Contemporânea, do Rio de Janeiro, e Iara Cerqueira e o HIS, de Salvador (Monica da Costa e Iara Cerqueira são ambas colaboradoras deste blog).

Com produção independente, e sendo este o segundo trabalho fruto da parceria entre Monica da Costa e Renato Santos, o processo de pesquisa e criação se iniciou em maio deste ano, passando por residências para pesquisa e montagem intensivas com o elenco formado por Cintia Rangel, Ludmila Almeida, Tauã Delmiro, Iara Cerqueira e Monica da Costa. Renato Santos assina a direção geral, e Monica da Costa, a coreografia do trabalho.

Tauã Delmiro, o primeiro a se incorporar ao trabalho, é ator profissional, em formação acadêmica na UNIRIO, com um histórico de dança de saläo e danças populares. Cintia Rangel é bailarina contemporânea, atualmente pertencente à Cia. de Dança Contemporânea da UFRJ. Ludmila Almeida é bailarina, capoeirista e pesquisadora, com trajetória de formação voltada para a prática de danças afro-brasileiras e africanas.

O trabalho se desdobrou da pesquisa “Interface Dança Contemporânea com a Dança Afro-Brasileira”, realizada pelo Núcleo de Dança Afro-Contemporânea em 2010, com apoio da Bolsa FUNARTE de Produção Critica na Interface dos Conteudos Artísticos com Culturas Populares. Na pesquisa, a partir dessa pergunta-mote “Da onde vem sua dança?”, foram entrevistados coreógrafos e mestres que criam ou já criaram na interface das danças afro-brasileiras com pesquisa em dança contemporânea, tais como Ismael Ivo, Rubens Barbot, Carmen Luz e Valéria Monã, cada um em sua particularidade e história.

Dois anos depois, lançando mão desses depoimentos para composição coreográfica e musical, a pesquisa e criação partem dos cinco sentidos na dança e na performance, tendo como inspiração primordial o “pé de dança” e o universo estético e relacional do orixá Obaluaiê/Omolu, que dentre outros atos, aponta os cinco sentidos e possui relação com a maturação destes. Por este caminho, o espetáculo traz também uma forte relação com a memória.

O encontro com Iara Cerqueira em maio, em Salvador, foi fundamental para construir a parceria que viabilizou a realização da residência de uma semana e a estreia do espetáculo em Salvador, depois de já ter passado por criação e montagem no Rio de Janeiro com um elenco rico e diverso.

O espetáculo tem sua estréia no Cine Teatro Solar Boa Vista, no Engenho Velho de Brotas, Salvador, hoje e amanhã (11 e 12/ago), às 19hs.

Convidamos a todos a compartilhar deste momento!

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