5 perguntas para Billy Cowie + notícias do Festival de Dança de Juiz de Fora (MG)

[Billy Cowie / fonte: inshadowfestival.wordpress.com]

Depois de passar três semanas em residência na Inglaterra com o coreógrafo e músico Billy Cowie, algumas perguntas ecoaram e pediram por resposta. Nesse sentido, e com o intuito de compartilhar um pouco da minha experiência com vocês leitor@s, fiz uma breve entrevista com o artista a partir de algumas dessas inquietações.

Gabriela Alcofra: O que é coreografia para você?

Billy Cowie: Coreografia para mim é um conjunto de movimentos claros e estruturados, e que dependendo da forma como são feitos, podem ser chamados de coreografia. Se é bom ou ruim não importa, mas, em geral, você reconhece depois de 30 segundos.

GA: O que chama sua atenção em espetáculos de dança?
BC: Eu gosto de espetáculos que falam sobre alguma coisa. Gosto quando são dançados por pessoas com personalidade, quando são concisos e originais. Eu também adoro ver um pouco de humor, mas raramente encontro isso na dança.
GA: Como você cria seus trabalhos? Você imagina primeiro, cria a música…? Como é seu processo criativo?
BC: Normalmente eu começo com alguma ideia – por exemplo, em Tango de Soledad, eu tinha a ideia de transformar um dueto em um solo. Em Jenseits, eu tinha a ideia de usar uma escada como metáfora para a morte/separação e também de definir as posições do corpo na escada como se fossem uma escala musical. A partir dessas ideias iniciais eu começo a trabalhar nos movimentos, e às vezes também em textos.
GA: Qual é a relação entre dança e música no seu trabalho?
BC: A relação entre música e movimento muda muito no meu trabalho de peça pra peça. Às vezes é uma relação bem estreita e exata, como na introdução de Dark Rain, mas normalmente é uma relação mais fluida e, ocasionalmente, em alguns pontos as duas se encontram. Geralmente eu coloco a música depois de ter filmado a dança, pois eu não gosto do bailarino seguindo a música. Isso fica mais fácil porque, em geral, sou eu que faço tanto a coreografia quanto a música. E eu devia dizer que um dos meus trabalhos favoritos é Absurdities (com Liz Agiss),  que começou da premissa de que não devia ter música!
GA: Você poderia dizer três ou mais referências na dança pra você?
BC: Aqui estão alguns vídeos que valem a pena ser vistos:
1  – Laurel and Hardy. Todo bailarino deveria assistir. Fala sobre expressar personalidade através da dança.
2-  46 bis. Puro gênio! Se toda peça de dança tivesse esse senso de tamanho perfeito para seu conteúdo, todos nós chegaríamos em casa bem mais cedo!
3- Meu filme favorito de dança. Que estréia para o videodança! Assista as duas partes.
4- E se eu puder, esse é um dos meus: Men in the Wall. Personalidade, geometria, humor. O que mais você quer? Uma das três peças que eu fiz, e depois de ter terminado eu só pensava que não podia parar agora.
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E em Juiz de Fora (MG), na 5a. edição do Festival de Dança da cidade, amanhã (5/jul) é dia de exibição de videodanças no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) entre 14h e 18h. Lembramos que a exibição dos vídeos é fruto de uma parceria com o Festival Internacional Dança em Foco. À noite, no Centro Cultural Pró-Música, ainda tem intervenção artística de danças étnicas (às 19h30), além do espetáculo convidado – Dança Brasil – com o Grupo Sarandeiros (Belo Horizonte (MG)).
Pra assistir ao espetáculo, basta levar um livro de literatura e trocar pelo seu ingresso!

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