Voz da Dança: entrevista com Rogério Andreolli inaugura série de bate-papos com intérpretes de companhias cariocas de dança

Uma das ações desenvolvidas no escopo do projeto Dança Carioca na Rede, a série de entrevistas Voz da Dança concentra-se em intérpretes de companhias cariocas de dança. Ao tomar um caminho diferente dos bate-papos que vem realizando com divers@s artistas da dança desde 2010, André Bern (editor de ctrl+alt+dança) busca saber como as danças são construídas nos (e com os) corpos d@s bailarin@s, tanto a partir de experiências pessoais ao longo de sua trajetória de formação e atuação profissional, como no contato direto com as/os coreógraf@s que dirigem processos criativos dos quais tomam parte.

Conforme André explica:

Tudo aconteceu na série Lugares e Danças, que desenvolvi no primeiro semestre de 2013. Quando cheguei à entrevista com Maria Alice Poppe, parti do pressuposto de que ela compreendia sua atuação como sendo a de uma coreógrafa. Para minha surpresa, ela não pensava assim e, durante nossa conversa, defendeu uma posição de intérprete-criadora. Naquele momento, me dei conta de que aquele podia ser o argumento de uma nova série de bate-papos: apenas com bailarin@s, “aquel@s que assinam as coreografias com seus corpos”.

Tanto foi que, ao desenvolver o projeto Dança Carioca na Rede, André incluiu a série de entrevistas como uma de suas ações. Para o bate-papo de abertura, visitou o bailarino e ator Rogério Andreolli, co-fundador da Pulsar Companhia de Dança (dirigida pela coreógrafa Maria Teresa Taquechel y Saiz desde 2000).

Como vocês podem conferir no fascículo PDF que contém a entrevista na íntegra (clique aqui para fazer o download), Rogério contou sobre os primórdios da Pulsar, teceu considerações sobre a inserção de artistas cadeirantes (ou, como denomina Teresa Taquechel, “corpos ímpares com resoluções próprias de movimento”) no mercado de trabalho da dança, além de compartilhar opiniões sobre a formação de bailarin@s e atrizes/atores no Brasil:

Em 4 ou 5 anos, você não forma um ator ou bailarino. Você informa alguém sobre alguma coisa. A prática é que vai direcionar a pessoa. A formação do artista é praticamente eterna, mas acho que existe um certo preconceito. A dança não quer saber de cantar, o teatro não quer saber de cantar, o canto não quer saber de dançar. Cada um só quer cuidar da sua coisa.

Confiram abaixo, um trecho em vídeo da conversa entre André e Rogério:

 

Para saber mais sobre a série Voz da Dança e acompanhar as próximas 5 entrevistas, basta digitar http://ctrlaltdanca.com/dcr/vozdanca em seu navegador ou clicar aqui. A série Voz da Dança integra o projeto Dança Carioca na Rede, contemplado pelo Programa de Fomento à Cultura Carioca 2013 (Secretaria Municipal de Cultura (SMC-RJ) / Prefeitura do Rio).

 

 

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