“Meio Sem Fim”: Ivana Menna Barreto estreia nova etapa de sua experimentação criativa continuada

[Ivana Menna Barreto (centro) apresenta Meio Sem Fim, que conta com intervenções de André Masseno e Flora Mariah / foto: Guilherme Maia]

A partir de hoje (26/set), a bailarina-coreógrafa Ivana Menna Barreto leva o projeto Meio Sem Fim ao Teatro Municipal Maria Clara Machado, no Rio de Janeiro. A temporada, que se estende até 7/out (ter), inclui apresentações, debates e exibições de um documentário (realizado por Theo Dubeux) sobre a pesquisa da artista.

Meio Sem Fim nasce como desdobramento natural do projeto anterior de Ivana (intitulado Sem o que você não pode viver?, de 2011), ao longo do qual ela “dançou” com a palavra de 45 entrevistad@s, dentro e fora do Brasil. Ao ouvir amig@s, amig@s de amig@s, anônim@s, e atravessar a vida destas pessoas com a pergunta-mote do projeto, toda uma rede foi mobilizada (ao vivo ou de forma virtual). Em 2012, de conversa em conversa, a artista convidou colaborador@s a fim de que elaborassem intervenções a partir de seu próprio espetáculo: o fotógrafo João Penoni, além d@s coreógraf@s-performers André Masseno e Cláudia Müller, produziram imagens e performances que geraram um novo capítulo da pesquisa.

[Em 2011, André Bern assistiu a Sem o que você não pode viver? e conversou com Ivana sobre o processo criativo do trabalho. Clique aqui para conferir o bate-papo em vídeo publicado pelo ctrl+alt+dança em 5/dez/2011.]

Em Meio Sem Fim, além de André e Cláudia, aproximam-se as bailarinas Lila Greene e Flora Mariah. Conforme conta Ivana: “Das intervenções e conversas com o público após as apresentações de Sem o que você não pode viver? veio o desejo de aprofundar alguns momentos. Meio Sem Fim surgiu de uma residência de criação em Paris entre janeiro e março de 2013, quando pude reencontrar Lila Greene”. Lila foi professora de Ivana na cidade francesa na década de 1980.

A partir do novo projeto (contemplado pelo Prêmio FUNARTE Klauss Vianna 2013), Ivana propõe uma experimentação em criação continuada, em que cada intervenção pode sempre modificar o que já foi feito, ou abrir um novo caminho que aponte outras saídas – o projeto não visa apenas a montagem de um espetáculo, mas sim mostrar o que o percurso criativo pode gerar. “A proposta coreógrafica insiste na exploração de um material de gestos, suas bifurcações, as intervenções de outros colaboradores, suas leituras e releituras sobre uma mesma situação, como uma longa conversa que não tem fim”, arremata a artista.

As sessões de Meio Sem Fim no Teatro Municipal Maria Clara Machado incluem sempre a exibição do documentário às 19h15, seguida de performances (a partir de 20h). Os dias 29/set (seg) e 3/out (sex) contam com debates, às 18h: respectivamente, “Escritas do Corpo”, com Ana Kiffer; e “Uma biografia experimentada”, com Jefferson Miranda. Os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada).

O Teatro Municipal Maria Clara Machado fica na Avenida Padre Leonel França, 240 – Gávea – Rio de Janeiro (RJ).

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