São Paulo em foco: Mariana Muniz e Cia. Carne Agonizante apresentam espetáculos com entrada franca

[Mariana Muniz em D’Existir / foto: divulgação]

A pernambucana Mariana Muniz (ver foto acima) vem se dedicando ao terreno híbrido entre a palavra e o movimento desde 1983, depois de trabalhar com Klauss e Angel Vianna por mais de uma década. Hoje e amanhã (4 e 5/abr; respectivamente, às 20h e 19h), as/os paulistas têm a oportunidade de conferir o mais recente trabalho solo da artista, D’Existir, em sessões gratuitas no Top Teatro (Rua Rui Barbosa, 201 – Bela Vista).

Elaborado a partir do texto “Mal Visto, Mal Dito”, de Samuel Beckett, o trabalho versa sobre o tema da morte, navegando através do tempo-espaço proposto pelo autor, pelas experiências da atriz-bailarina, e pela lembrança da personagem Esperança – numa revisitação a um antigo solo de Mariana, intitulado Speranza! Dona Esperança. Em cena, a artista questiona o sentido de seus movimentos, trabalhando com a possibilidade sensorial, cinética e cênica da finitude. “Que procedimentos artísticos se tornam concretos com o mergulho na consciência de minha mortalidade?”, indaga.

D’Existir segue uma dramaturgia que discute as representações mentais de seu corpo na relação com o mundo, criando uma confusão voluntária entre ficção, memória e articulação precisa dos gestos.

Saiba mais sobre o trabalho de Mariana junto à Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança em: www.ciamarianamuniz.com.br.

[Cia. Carne Agonizante em Colônia Penal / foto: divulgação]

A Cia. Carne Agonizante, dirigida por Sandro Borelli desde 1997 e sediada em São Paulo, inicia uma série de 3 temporadas de espetáculos de seu repertório. O primeiro a ser apresentado é o espetáculo baseado na obra homônima de Franz Kafka, Colônia Penal, que fica em cartaz até 26/abr (dom) no Kazulo Espaço de Arte e Cultura, com entrada franca.

Colônia Penal investiga o insólito e o absurdo em diversas situações: numa detalhada descrição de métodos de tortura dos regimes antidemocráticos, abrigando e encobertando assassinos; na cruel e irônica omissão de um observador estrangeiro; na estranha relação entre o poder oficial e o condenado. Apresenta o anti-herói kafkiano lançado, torturado e executado nos porões da ditadura militar brasileira, caracterizando-se como um atentado contra a dignidade humana. Para isso, Sandro Borelli desenvolve uma estrutura de gestos, ações e movimentos, que resulta numa dramaturgia corporal teatralizada, com o intuito de provocar um jogo de tensão com a plateia. A companhia dedica o espetáculo aos mortos e torturados pela ditadura militar brasileira.

Depois de Colônia Penal (criação de 2013), a Cia. Carne Agonizante se prepara para apresentar nos próximos meses os espetáculos O canto preso (1999/2008), Estado independente (2009) e O processo (2003) – além da estreia de Não te abandono mais, morro contigo, prevista para o segundo semestre deste ano.

Colônia Penal ganha sessões às sextas e sábados (às 21h), e aos domingos (20h). Há apenas 35 lugares disponíveis a cada apresentação, e as/os interessad@s devem retirar seus ingressos até uma hora antes do início do espetáculo.

O Kazulo Espaço de Arte e Cultura fica na Rua Souza Lima, 300 – Barra Funda – São Paulo (SP).

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