Marcelle Louzada e Cia. Étnica apresentam trabalhos em Sobral (CE) e no Rio de Janeiro

A nova edição do evento Quinta com Dança, realizada na cidade de Sobral (CE) sempre na terceira quinta-feira do mês, recebe a performer mineira Marcelle LouzadaPouso é como se intitula a corpo-instalação que a artista apresenta hoje (21/mai, às 19h30) no Theatro São João (ver flyer acima), com ingressos a apenas R$2.

Em 2013, Marcelle partiu numa viagem ao nordeste do país, durante a qual hospedou-se na casa de diferentes pessoas ao longo do ano. A experiência, registrada em diário de bordo, transformou-se em Pouso, um trabalho híbrido, no qual ela interage com artistas de vídeo, fotografia e música.

Depois da sessão de hoje à noite no Theatro São João (Praça São João, 156 – Centro), Marcelle ainda ministrará uma oficina gratuita – “Escrita de si: autobiografia e performance” – amanhã (22/mai, às 9h), na Escola de Cultura, Comunicação, Ofícios e Artes (Ecoa). A Escola, a propósito, vem disseminando ações socioculturais como o Programa ECOAR de Formação de Plateias e Indústria Criativa na região norte do Estado do Ceará (o Quinta com Dança é uma dessas ações).

A Ecoa fica na Travessa Adriano Dias de Carvalho, 135 – Centro (atrás do Restaurante Popular) – Sobral (CE).

Bailarinas da Cia. Étnica em “Chica” / foto: Claudia Ferreira

No Rio de Janeiro, a Cia. Étnica faz as primeiras apresentações de seu novo espetáculo, Chica. Com temporada que se estende de hoje até o final do mês (21 a 31/mai) no Teatro Cacilda Becker, o espetáculo propõe um cruzamento entre dança, artes visuais, história contemporânea brasileira e poesia para revelar a força e a audácia do corpo negro feminino.

Dirigido por Carmen Luz e contemplado com o Prêmio Afro 2014 (que conta com o patrocínio da PETROBRAS), Chica é fruto de um interesse antigo da artista por Chica da Silva. Em 2013, Carmen decidiu que era o momento de começar a conceber o novo trabalho ao tomar conhecimento de um trote ocorrido na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): uma caloura foi pintada de preto e acorrentada, com uma placa pendurada no pescoço na qual constavam as palavras “Caloura Chica da Silva”.

Como parte do processo criativo do trabalho, Carmen estimulou as/os bailarin@s a observar o movimento d@s negr@s nas ruas, nos mais diversos espaços, em atividades distintas – em busca das “Chicas” que atravessaram a história e que estão no corpo del@s mesm@s, que vêm das zonas norte e oeste da cidade do Rio de Janeiro. “O racismo e os racistas negam a história do outro”, ressalta a diretora.

A bailarina Amanda Corrêa, que integra o elenco de “Chica”, participou da série Voz da Dança, publicada em ctrl+alt+dança em 2014 / foto: Claudia Ferreira

O espetáculo faz parte de um projeto mais amplo, que ainda inclui a realização de um documentário e uma videoinstalação na casa de Chica da Silva, localizada em Diamantina (MG). Como atividade paralela ao projeto, a pesquisadora Liv Sovik (UFRJ) ministrará uma palestra no próprio Cacilda Becker no dia 29 (sex, às 16h), intitulada “Gênero e Política em Chica da Silva”.

Chica conta com a interpretação d@s bailarin@s Amanda Corrêa (ver foto acima), Ana Gregorio, Alessandro Portugal, Anderson Nascimento, Claudia Martins, Gessica Justino e Silvia Patricia, além de apresentar vídeos assinados pela própria Carmen e Vick Birkbeck. Charles Nelson, Amanda Correa, Helena Matriciano e Claudia Martins atuaram como preparador@s corporais do elenco.

[Em jun/2014, publicamos uma conversa entre André Bern (editor de ctrl+alt+dança) e a bailarina Amanda Corrêa. O bate-papo compôs o fascículo #6 da série Voz da Dança.]

Com ingressos a R$10 e entrada franca para estudantes, professor@s e classe artística (mediante apresentação de documento de comprovação), Chica possui duração de 50 minutos e classificação indicativa livre. As sessões acontecem de quinta a sábado (às 20h) e aos domingos (19h).

Saiba mais sobre o espetáculo e os desdobramentos do projeto em: http://projetochicaetnica.wix.com. O Teatro Cacilda Becker fica na Rua do Catete, 338 – Largo do Machado (metrô Largo do Machado) – Rio de Janeiro (RJ).

 

 

 

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