Dança e performance no fim de semana: espetáculos, trabalhos e eventos em 4 estados brasileiros

Preparem-se, pois esta postagem é GIGANTE (assim mesmo, em “caixa alta”!): aqui reunimos uma série de eventos, performances e espetáculos em cartaz neste fim de semana nas cidades do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Recife e Petrolina (PE). A listagem que consta a seguir não se pretende enquanto “guia definitivo” – é apenas uma tentativa do ctrl+alt+dança de não deixar de fora nenhuma sugestão de pauta (dentre as muitas que recebemos diariamente) num fim de semana em que a dança realmente está borbulhando em diversas cidades. Aproveito para agradecer a colaboração de nossa redatora Gabriela Alcofra, sem a qual esta postagem certamente não seria possível. Vamos às notícias!

Bailarinas da Cia. Étnica em “Chica” / foto: Claudia Ferreira

Bailarinas da Cia. Étnica em “Chica” / foto: Claudia Ferreira

A estreia de Chica, com a Cia. Étnica (ver foto acima), no Teatro Cacilda Becker (RJ), foi assunto de nossa postagem de ontem, mas vale lembrar: a temporada do espetáculo segue em cartaz até o final do mês (31/mai). No novo trabalho, a coreógrafa Carmen Luz propõe um cruzamento entre dança, artes visuais, história contemporânea brasileira e poesia para revelar a força e a audácia do corpo negro feminino.

Primeira edição de Sextas Performáticas conta com trabalho de Carol Marim / foto: divulgação

Primeira edição das Sextas Performáticas conta com trabalho de Carol Marim / foto: divulgação

Também no Rio de Janeiro, o Bellas Artes Hostel Rio promove hoje (22/mai, a partir de 18h) a primeira edição de suas Sextas Performáticas, com participação da bailarina e filósofa Carol Marim (ver foto acima). O evento busca criar um espaço de troca de experiências, vivências e aprimoramento, sempre com a presença de artistas convidad@s e seus trabalhos – sejam eles finalizados ou em desenvolvimento. “A proposta do Bellas é ser um espaço de difusão das mais recentes criações artísticas da cidade”, explica Patricia Azevedo, proprietária do hostel.

Nesta primeira edição, Carol Marim lançará seu website e realizará uma exposição da série Vestindo Peles. O evento ainda contará com a mais recente performance da artista.

O Bellas Artes Hostel Rio fica na Rua Candido Mendes, 479 – Glória – Rio de Janeiro (RJ).

“Inês”, de Volmir Cordeiro / foto: Margot Videcoq

No SESC Belenzinho (SP), Volmir Cordeiro faz uma breve temporada de Inês (ver foto acima) na Sala de Espetáculos II. Com sessões apenas neste final de semana (22-24/mai), o solo parte da tarefa de dançar um corpo excluído e, ao mesmo tempo, exposto. Conforme explica o texto de divulgação do trabalho:

Inês é uma figura viva e que existe precariamente. Ela é uma artista, uma coreógrafa. Inês faz parte de uma minoria que o Estado não resiste em classificar como a massa inexistente da sociedade; massa de obreiros desempregados, de intelectuais desclassificados, de imigrantes refugiados, de jovens segregados nas periferias das grandes cidades, de agricultores forçados ao êxodo.

Com duração de 50 minutos e classificação indicativa 14 anos, o solo de Volmir Cordeiro possui sessões hoje e amanhã (às 20h30), e no domingo (às 17h30), com ingressos a R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada) e R$6 (associad@s SESC).

O SESC Belenzinho fica na Rua Padre Adelino, 1.000 – Belenzinho (próximo ao metrô Belém) – São Paulo (SP).

Bailarinas do Núcleo Cinematográfico de Dança em Blow Up (vol. 2), Lado A / foto: Mariana Sucupira

Bailarinas do Núcleo Cinematográfico de Dança em “Blow Up (vol. 2), Lado A” / foto: Mariana Sucupira

Também em São Paulo, a primeira parte (Lado A) do espetáculo Blow Up (Vol. 2), do Núcleo Cinematográfico de Dança (ver foto acima), ganha sessões gratuitas embaixo de um viaduto (Júlio de Mesquita Filho) no Bixiga. Com apresentações até domingo (22-24/mai), o trabalho alarga as proposições de Blow Up (Vol. 1), na direção de uma deformação de suas partituras coreográficas. Intitulada “Você Não Pode Construir Uma Árvore de Volta a Partir de Fumaça e Cinzas”, esta primeira parte de Blow Up (Vol. 2) é proposta como uma decomposição progressiva de uma explosão. Conforme explica Mariana Sucupira, que compartilha a direção do trabalho com Maristela Estrela:

Uma metamorfose contínua, que consiste em abrir os movimentos e as imagens. É uma tentativa de adentrar o silêncio e habitá-lo, mas tudo fica ruidoso, quase insuportável.

Além de Mariana e Maristela, Blow Up (Vol. 2) conta com a co-criação e performance de Clara Gouvêa, Ilana Elkis, Juliana Gennari e Martina Sarantopoulos. O ponto de encontro para as sessões do Lado A do espetáculo Blow Up (Vol. 2) acontece em frente ao Teatro Oficina (Rua Jaceguai, 520 – Bela Vista). Há apresentações do trabalho hoje e amanhã (às 21h), e no domingo (às 20h), com distribuição de ingressos uma hora antes do início de cada sessão.

As apresentações, que comportam até 60 pessoas, possuem duração de 60 minutos, classificação indicativa 16 anos e acesso para cadeirantes.

“Bô”, com a Cia. R.E.C. / foto: Renato Mangolin

Bô – palavra em crioulo cabo-verdiano que significa “você” ou “tu” – é o título do novo trabalho da Cia. R.E.C. (Reação em Cadeia) (ver foto acima). Depois da estreia na Arena Carioca Dicró, o espetáculo ganha sessões de hoje a domingo (22-24/mai) no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro.

Em Bô, a coreógrafa Alice Ripoll segue dirigindo os bailarinos da companhia em seu terceiro trabalho, no qual se utilizam da improvisação para transitar entre construção de estados, criações instantâneas e encontros inusitados. A inspiração poética vem de imagens e fenômenos do universo como órbitas, magnetismo, forças de atração e repulsa entre corpos, gravidade.

Uma das referências utilizadas para a pesquisa foi o filme “Solaris” (1972), no qual pode-se perceber a relação entre planetas e estados de consciência, memória e órbitas. Nesse panorama, os bailarinos da Cia. R.E.C. propõem um ambiente ritualístico, com influências da capoeira e das batucadeiras de Cabo Verde.

Cornaca Katana, os dois primeiros trabalhos da companhia, também tinham a improvisação como base, abordando a linguagem do contato para explorar imagens de encontros, encaixes e aproximações. “No novo espetáculo, criações instantâneas provocam encontros na velocidade de partículas, mas com a força de corpos”, afirma Alice.

[Em mai/2012, publicamos uma conversa entre André Bern (editor de ctrl+alt+dança) e Alice Ripoll sobre a então circulação de um programa duplo, que incluía Cornaca (criado com a Cia. R.E.C.) e Que as Saídas Sejam Múltiplas (em parceria com Fernando Klipel).]

As sessões no Centro Coreográfico acontecem hoje e amanhã (às 20h), e no domingo (às 18h), com ingressos a R$2 e classificação indicativa 10 anos. O Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro fica na Rua José Higino, 115 – Tijuca (metrô Uruguai) – Rio de Janeiro (RJ).

Bailarin@s do Cisne Negro e Cia. de Dança em

Bailarin@s da Cisne Negro Cia. de Dança em “Sra. Margareth” / foto: Tomas Kolisch Jr.

Ao completar 38 anos de existencia, a Cisne Negro Cia. de Dança se apresenta no Centro Cultural São Paulo (CCSP), com coreografias de Rui Moreira e Barak Marshall, além do recurso da audiodescrição (para acessibilidade a deficientes visuais) (ver foto acima). As apresentações acontecem de hoje a domingo (22 a 24/mai) na Sala Jardel Filho.

Fundada por Hulda Bittencourt e reconhecida pelo vigor físico e atlético de suas/seus bailarin@s, ao longo dos anos, a Cisne Negro tem convidado divers@s coreógraf@s renomad@s no cenário contemporâneo a trabalhar e compor junto à sua equipe. É o caso de Trama (2001), de Rui Moreira, e Sra. Margareth – Excertos de Monger (2013), de Barak Marshall – dois espetáculos que compõem a programação da companhia no CCSP.

Sra. Margareth – Excertos de Monger é um trabalho de dança-teatro que se baseia na história de um grupo de funcionári@s, preso no porão da casa de uma patroa abusiva. Com uma pesquisa coreográfica calcada em movimentos rápidos, ágeis e lineares, o espetáculo inspira-se em “As Criadas”, obra do autor francês Jean Genet. Em Trama, por sua vez, @s bailarin@s referem-se às festas populares, seus personagens e mitos, além das brincadeiras e suas/seus brincantes, para criar retratos de um Brasil mestiço.

As apresentações do programa duplo da Cisne Negro Cia. de Dança no CCSP acontecem hoje e amanhã (às 21h), e no domingo (às 20h), com ingressos a R$10 e classificação indicativa livre. A sessão com audiodescrição [*] acontece somente no domingo, com lotação de 30 pessoas.

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) fica na Rua Vergueiro, 1.000 – Paraíso (próximo às estações Paraíso e Vergueiro do metrô) – São Paulo (SP).

[*] A audiodescrição é um recurso que permite o acesso de deficientes visuais à descrição do espetáculo em tempo real, considerando cenário, figurino, movimentação e todos os elementos cênicos.

“Espaçamento”, de Claudio Lacerda / foto: Eric Gomes

No Recife (PE), Espaçamento, de Claudio Lacerda / Dança Amorfa, ganha sessões de hoje a 28/mai (qui) no Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro) (ver foto acima). Parte do projeto Trilogia da Arquitetura Desconstrutivista (que teve início em 2011), o espetáculo tem como inspiração a fragmentação e a não-linearidade presentes na arquitetura pós-moderna do final dos anos 1980.

A pesquisa de movimento empreendida para a composição de Espaçamento é caracterizada por elementos como deformação, deslocamento, corte, dissecação de formas, simultaneidades, dissociações e isolamentos, ressaltando as pausas e intervalos, os espaços que abrem lugar para a livre significação. O resultado é um espetáculo propositivo, que dialoga com diversos espaços e se modifica através deles.

Para aprofundar a investigação, o coreógrafo Claudio Lacerda, acompanhado d@s bailarin@s Juliana Siqueira e Jefferson Figueirêdo, debruçou-se sobre conceitos do filósofo francês Jacques Derrida, tais como espaçamento, desconstrução, rastro e centro faltante.

Espaçamento possui sessões hoje (às 20h), amanhã e domingo (às 17h), com ingressos a R$10 (inteira) e R$5 (meia-entrada) e classificação indicativa livre. Além disso, o espetáculo ainda ganha sessões gratuitas de terça a quinta-feira da semana que vem (26-28/mai, às 15h).

O Teatro Marco Camarotti (SESC Santo Amaro) fica na Rua Treze de Maio, 455 – Santo Amaro – Recife (PE)

Mariama Camara no África Livre 2013 (RJ) / foto: Stéphane Goanna Munnier

Mariama Camara no África Livre 2013 (RJ) / foto: Stéphane Goanna Munnier

Também neste final de semana (22-24/mai), no Rio de Janeiro, acontece a 4a. edição do África Livre, evento que fomenta a difusão de manifestações culturais africanas no Brasil. Desde out/2014, o evento (que já foi realizado na Fundição Progresso) passou a acontecer integralmente na comunidade do Vidigal.

Um dos grandes destaques deste ano no África Livre, a bailarina-coreógrafa Mariama Camara (ver foto acima) abre o evento com uma oficina gratuita de dança africana em plena Praça do Vidigal, hoje (22/mai) a partir de 20h. Natural da Guiné-Conacri, Mariama vive no Brasil há 7 anos e é uma importante mestra de dança – ela integrou a companhia Les Ballets Africains entre 1999 e 2007. Conforme explica o texto de divulgação do África Livre:

O trabalho de Mariama Camara representa a difusão da diversidade cultural africana, a imersão no conhecimento da história da diáspora da África do Oeste, e realiza-se de forma pedagógica e performática com o tripé dos movimentos corporais, cantos e toques de ritmos que nos permitem a releitura de significados ancestrais que são transmitidos de geração em geração nas aldeias e nos balés de Guiné.

Além da oficina com Mariama, o evento ainda conta com exibição gratuita de filme e roda de diálogos, oficinas de percussão, dança e moda afro (amarração com tecidos). Informações mais detalhadas podem ser obtidas através do e-mail africalivre@outlook.com.

A Associação de Moradores do Vidigal fica na Avenida Presidente João Goulart, 737 – Vidigal – Rio de Janeiro (RJ).

Profissionais em reunião de A Dança se Move (SP) / foto: divulgação

A Dança se Move é uma executiva de profissionais da dança de São Paulo que se responsabilizam por mobilizar a classe frente às questões públicas, promovendo debates, levantando questionamentos e promovendo uma ponte entre artistas e instituições. Amanhã (23/mai, 10h às 16h), o grupo realizará um seminário no Centro de Referência da Dança (CRDSP) para discutir o Programa Municipal de Fomento à Dança da Cidade, com entrada livre e gratuita.

Intitulado “Dança, um manifesto político e cultural para a sociedade”, o seminário conta com uma palestra de abertura com o professor Odilon José Roble (UNICAMP), seguida de uma mesa-redonda com as artistas Jussara Miller, Marianna Monteiro e Valéria Cano Bravi (ao meio-dia). Após um breve intervalo, o evento seguirá com divisão em Grupos de Trabalho e exposição da reflexão dos grupos.

A comissão de A Dança se Move – formada por Angela Nolf, Fernando Lee, José Maria Carvalho, Penha Silva, Solange Borelli e Vanessa Macedo – foi eleita em consenso através de assembleia em mar/2014. Desde então, vários encontros já foram realizados com o intuito de propor ações e realizá-las. A Dança se Move conta com o apoio da Cooperativa Paulista de Dança.

O Centro de Referência da Dança (CRDSP) fica embaixo do Viaduto do Chá, s/n – Centro – São Paulo (SP).

O Espaço Apis (RJ), conhecido por abrigar exposições de artes visuais (e, mais recentemente, literatura), amanhã (23/mai, a partir de 19h) fará uma noite dedicada à performance, com entrada franca. “O presente é a realidade” é o tema da primeira edição do evento Arte Presente, que convida a artista carioca Celina Portella para uma conversa, além de abrigar uma exposição de Camila Cañeque (Espanha) e um show com o músico Rene Ferrer (Cuba) (ver flyer acima).

Contagiado pela presença de Marina Abramovic no Brasil – a artista performática realizou uma exposição no SESC Pompeia (SP) entre os meses de março e maio deste ano – o evento trata o campo da performance através da relação público-artista. “Como se dá a troca de energia entre eles?” e “O registro permite trazer para o presente a mesma verdade do momento da performance?” são exemplos de questões que contribuem para a reflexão promovida pelo Arte Presente.

Nesse diálogo entre presente e realidade, Celina Portella compartilhará sua experiência de trabalho com diversas mídias, tais como o vídeo e o corpo. Sua pesquisa aborda o deslocamento do espaço virtual para o plano material, criando um caráter dimensional. Através de projeções, Celina desenvolve planos ilusórios, questionando a percepção do real.

Em sua trajetória, a artista já realizou trabalhos no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, no Parque Lage (RJ) e, recentemente, no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (RJ). No Arte Presente, ela exibe os trabalhos Derrube e 365 Graus.

O evento ainda apresenta Dead End Invitation to Violence, de Camila Cañeque – nos quais a artista desafia autoridades institucionais e aponta uma crise identitária a partir do folclore – além de um show com Rene Ferrer, que fará uma mistura de ritmos caribenhos, brasileiros e africanos. Às 22h, o DJ Rodrigo Correa assume a programação musical.

O Espaço Apis fica na Rua do Senado, 338 – Centro – Rio de Janeiro (RJ).

“Claraboia”, de Morena Nascimento e Andréia Yonashiro / foto: Nino Andres

Claraboia (ver foto acima), espetáculo concebido por Morena Nascimento e Andréia Yonashiro, reestreia na capital paulista com sessões amanhã e domingo (23-24/mai) no Centro de Cultura Judaica. Dançado originalmente por Morena Nascimento, o trabalho ganha uma nova versão, interpretada por duas bailarinas selecionadas em audição: Cora Lazlo e Bárbara Elias (uma a cada sessão).

Realizado sobre uma claraboia de vidro, o espetáculo é visto pelo público no andar inferior, proporcionando uma diferente perspectiva acerca do espaço cênico. O trabalho explora tintas, objetos, jogo de luzes e figurinos, gerando diferentes imagens e possibilidades ilusionistas a quem observa suas ações. Claraboia conta com trilha sonora especialmente composta para a dança, executada ao vivo por Natalia Mallo.

Quem quiser conferir o trabalho basta comparecer ao Centro de Cultura Judaica com 1kg de alimento não perecível. Claraboia possui sessões às 19h e 21h (amanhã), e às 18h e 20h (dom).

O Centro de Cultura Judaica fica na Rua Oscar Freire, 2.500 – Sumaré – São Paulo (SP).

/ foto: Lizandra Martins

Qualquer Um dos 2 Cia. de Dança em “Caio” / foto: Lizandra Martins

Em Petrolina (PE), o Teatro Dona Amélia (SESC Petrolina) recebe apresentações de Caio, coreografia da Qualquer Um dos 2 Cia. de Dança, neste sábado e domingo (23-24/mai) (ver foto acima). Baseado na obra de Caio Fernando Abreu, o espetáculo aborda tanto a semântica da palavra “caio” (que evoca a ação de cair, despencar), como o resultado da experiência afetiva dos bailarinos com a obra do autor supracitado.

Em cena, sete intérpretes dão a ver a queda e suas suspensões, num jogo corporal que ilustra e revela algumas passagens de livros de Caio Fernando Abreu. A companhia conta com um elenco exclusivamente masculino e, desde 2007, vem experimentando relações entre pensar e mover a partir de questões existenciais e afetivas.

Caio possui sessões amanhã e domingo (às 20h), com ingressos a R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada) e classificação indicativa 18 anos. O Teatro Dona Amélia (SESC Petrolina) fica na Rua Pacífico da Luz, 618 – Centro – Petrolina (PE).

Dudude Herrmann em

Dudude Herrmann em “A Projetista” / foto: divulgação

Em Belo Horizonte (MG), a bailarina-coreógrafa Dudude Herrmann (ver foto acima) é a convidada do projeto Pauta em Movimento, realizado pelo SESC Palladium. Além de conduzir uma oficina de criação e improvisação em dança (que se encerra amanhã), Dudude apresenta uma sessão única de A Projetista no domingo (24/mai).

Dirigido por Cristiane Paoli Quito, A Projetista mescla humor e crítica, além de propor uma discussão acerca da tendência atual do mercado artístico que estimula criador@s a escrever projetos (sobre o que desenvolverão antes sequer de começar a realizá-los). No contexto do espetáculo, essa perspectiva inversa da criação acaba por abrir espaços vazios de possibilidades, num terreno incerto do que será, “do tudo pode vir a ser”: Dudude passeia pela história da dança, por sua própria história, chegando ao conflito atual de não-enquadramento a essa lógica mercantil.

A sessão única de A Projetista no domingo acontecerá às 19h no Grande Teatro do SESC Palladium, com classificação indicativa 12 anos e ingressos a R$10 (ou 1kg de alimento não-perecível). O SESC Palladium fica na Avenida Augusto de Lima, 420, Centro – Belo Horizonte (MG).

 

 

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