Oficina e resultados de empreitadas artísticas dão o tom do final de semana no Rio de Janeiro e em Salvador (BA)

Núcleo Viladança em “Good / Looking” / foto: Paulo Fuga

Neste final de semana, o baiano Núcleo Viladança apresenta Good / Looking (ver foto acima), criação que resulta de sua primeira residência artística do ano. Realizado com Marko Fonseca e Raúl Martinez – da companhia Los INnato, sediada em Costa Rica – e outr@s 5 artistas baian@s selecionad@s via edital, o espetáculo Good / Looking baseia-se na exposição e vulnerabilidade humanas, misturando realidade e ficção. “Tudo aquilo que é pessoal entra em cena mesclado entre cenário e cotidiano”, aponta o texto de divulgação do trabalho.

Com uma disseminação cada vez maior ao longo da última década no Brasil, a prática de residências artísticas é muito comum em países europeus e nos Estados Unidos. Reservadas suas diferenças e peculiaridades, tais residências têm como essência a convivência e troca entre suas/seus integrantes, abrindo espaço (físico e metafórico) para a criação e reflexão artística, além do surgimento de novas redes de articulação e produção de trabalhos. No caso do programa de residências do Núcleo Viladança, há ainda uma segunda fase prevista, com a participação do coreógrafo espanhol Asier Zabaleta e cinco nov@s artistas a serem selecionad@s.

Good / Looking ganha sessões amanhã e domingo (20 e 21/jun; às 20h e 19h, respectivamente) no Teatro Vila Velha, com ingressos a R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada), e classificação indicativa livre. O Teatro Vila Velha fica na Avenida Sete de Setembro, s/nº – Passeio Público – Salvador (BA).

Mariama Camara (centro) / foto: Julius Mack

Mariama Camara (centro) / foto: Julius Mack

Nos próximos sábados (20 e 27/jun, às 16h), a artista guineana Mariama Camara (ver foto acima) ministrará oficinas de cultura africana no Centro Cultural Estudantina Musical, localizado no centro do Rio de Janeiro. Na atividade, Mariama – que vive no Brasil há 7 anos e já dançou com artistas de renome internacional, incluindo a companhia Les Ballets Africains – compartilhará seu conhecimento sobre danças e cantos étnicos da África do Oeste.

[Em 23/mai/2015, publicamos um relato de Raíssa Ralola (redatora de ctrl+alt+dança) sobre a participação de Mariama Camara na abertura do evento África Livre (RJ). O relato integra a série ctrl+alt+dança MÓVEL.]

Através da oficina, Mariama possibilita uma imersão na história da diáspora da África do Oeste, tendo como eixos fundamentais os movimentos corporais, cantos e toques de ritmos, além da reflexão sobre significados ancestrais passados de geração à geração em Guiné-Conacri. O trabalho contribui para a difusão da diversidade cultural africana e faz parte do evento AFRIK – Oficinas de Cultura Africana – que já contou com aulas da mestra Kassa Meliegue (Gabão) e vem se revelando como um encontro potente entre mulheres africanas e pesquisador@s da cultura ancestral.

O investimento para participação em cada aula na Estudantina Musical é de R$30. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail afrik@gmail.com ou na página do evento no Facebook.

O Centro Cultural Estudantina Musical fica na Praça Tiradentes, 79 – Centro – Rio de Janeiro (RJ).

Bailarin@s em “Inacabamentos e Continuidades”, de Aline Teixeira / foto: Ro Camara

Prosseguimento de uma pesquisa sobre fragmentação corporal na dança, que se apoiou em possibilidades dialógicas entre corpo e imagem, Inacabamentos e Continuidades (ver foto acima) ganha sessões neste sábado e domingo (20 e 21/jun; às 19h e 17h, respectivamente) no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro. O trabalho foi gestado no grupo de pesquisa Corpo Estranho – criado em 2012 e coordenado pela professora Aline Teixeira – que recebe alun@s de Bacharelado em Dança e de cursos da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Inicialmente debruçado em bonecas desarticuladas do artista alemão Hans Bellmer, o processo criativo de Inacabamentos e Continuidades se dirigiu a imagens de árvores como novo foco de atenção. Conforme explica o texto de divulgação do trabalho, além das analogias possíveis entre os corpos das árvores e dos seres humanos pelas suas formas e funções, o grupo de pesquisa se ateve a explorações “de um universo imagético singular para a construção gestual e cênica que transita entre o repouso e o movimento”.

Com classificação indicativa livre e ingressos a R$10 (inteira) e R$5 (meia-entrada), as sessões de Inacabamentos e Continuidades acontecerão no Loft do Centro Coreográfico. O Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro fica na Rua José Higino, 115 – Tijuca (metrô Uruguai) – Rio de Janeiro (RJ).

 

 

 

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