Espetáculos para conferir entre Rio de Janeiro, São Paulo e Juazeiro (BA): Isabel Tica Lemos, Coletivo Trippé e Cia. R.E.C. apresentam criações

Isabel Tica Lemos em “Juanita” / foto: divulgação

Fruto de quatro anos de mergulho na obra de Carlos Castanheda, Juanita (ver foto acima), espetáculo assinado pela bailarina e diretora Isabel Tica Lemos, aproxima dança, artes visuais e música numa dramaturgia calcada na linguagem da improvisação. Contemplado com recursos do Programa Municipal de Fomento à Dança de São Paulo, o projeto ganha suas últimas sessões amanhã e sexta-feira (25 e 26/jun, às 21h), com entrada franca, no Galpão do Folias (SP).

Em cena estão, além da própria Isabel, @s bailarin@s Cristiano Karnas e Iramaia Gongora, @s músic@s Andrea Drigo e Eugênio Lima, e @s artistas visuais Jerusa Messina e Libero Malavoglia. Isabel explica que “tudo acontece ao mesmo tempo”, apesar de haver a possibilidade de módulos em que apenas uma linguagem se destaque. “A equipe já está tão inteirada que um simples gesto de um desperta no outro uma série de imagens e passagens, gerando movimento, figuras ou sons”, compartilha a artista.

O título “Juanita” faz alusão ao personagem central dos livros de Castanheda, o feiticeiro Don Juan. Isabel conta que, assim como a obra do escritor, o espetáculo trata de percepções distintas de mundo e se revela “como uma fina escuta de tudo o que está presente, o visível e invisível, bem como as forças da natureza”.

As sessões de Juanita possuem duração de 60 minutos, com classificação indicativa livre. Os ingressos gratuitos serão distribuídos com uma hora de antecedência de cada apresentação.

O Galpão do Folias fica na Rua Ana Cintra, 213 – Campos Elíseos (próximo ao metrô Santa Cecília) – São Paulo (SP).

Coletivo Trippé em “Fraturas”, de Maurício de Oliveira / foto: Thierri Oliveira

Amanhã e sexta-feira (25 e 26/jun) também são os últimos dias para assistir a Fraturas (ver foto acima), espetáculo do Coletivo Trippé em cartaz em Juazeiro (BA). Resultado de três residências artísticas com o coreógrafo paulista Maurício de Oliveira, viabilizadas pelo Edital Setorial de Dança da Bahia 2014, o trabalho ganha sessões no Centro de Cultura João Gilberto.

Desde janeiro deste ano, Maurício vem trabalhando exercícios de resistência e foco com o coletivo, concentrados nas dobras do corpo e nos desenhos que este faz no espaço. Tanto a dramaturgia como a pesquisa de movimento empreendidas para a criação de Fraturas giram em torno do tema “aprendizagem”. Conforme conta Wendell Brito, bailarino do Coletivo:

Um ponto que levarei comigo é observar que cada gesto, mesmo quão pequeno seja, torna-se assim analisável, dando à dança novas possibilidades de se expressar através do máximo e do mínimo.

O projeto é uma iniciativa do Coletivo para mobilizar a profissionalização da dança no Sertão de São Francisco e inclui, além do espetáculo, residências, temporadas populares e ações formativas em toda a região. As duas últimas sessões de Fraturas acontecem às 20h, com classificação indicativa livre e ingressos a R$5 (inteira) e R$2,50 (meia-entrada).

O Centro de Cultura João Gilberto fica na Rua José Petitinga, s/nº – Santo Antonio – Juazeiro (BA).

“Bô”, com a Cia. R.E.C. / foto: Renato Mangolin

Depois de uma circulação que incluiu a Arena Carioca Dicró e o Teatro Angel Vianna (Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro),  (ver foto acima), novo espetáculo da Cia. R.E.C., ganha sessões nesta sexta e sábado (26 e 27/jun, às 19h30) no Teatro Eva Herz (Livraria Cultura) (RJ). O trabalho, cujo título significa “você” em crioulo cabo-verdiano, parte de uma pesquisa acerca de incorporações velozes, estados fugazes, fragmentos de memória e improvisação em dança.

Numa relação entre experiências de movimento mais inconscientes e certos padrões do universo, Bô propõe uma teia aparentemente caótica, na qual emerge uma dança carregada de humor e delicadeza. “A gente sempre trabalhou mais com contato e coreografia (…) dessa vez, a gente foi mergulhar no improviso, em estados, em outras coisas (…) que também solicitam um amadurecimento dos intérpretes, sabe… até uma independência de mim”, conta Alice Ripoll, coreógrafa do trabalho, em bate-papo com André Bern (editor de ctrl+alt+dança) e Sonia Destri (Companhia Urbana de Dança).

[Confira o bate-papo na íntegra, que compôs o episódio #27 dos nossos Podcasts ctrl+alt+dança, publicado em 8/jun/2015]

O espetáculo integra o projeto de manutenção da Cia. R.E.C. ao longo de 2015, que conta com recursos do Programa de Fomento à Cultura Carioca (Secretaria Municipal de Cultura (SMC-RJ) / Prefeitura do Rio). Bô possui duração de 50 minutos, com classificação indicativa 10 anos, e ingressos a R$30.

O Teatro Eva Herz (Livraria Cultura) fica na Rua Senador Dantas, 45 – Cinelândia – Centro – Rio de Janeiro (RJ).

 

 

 

E você? O que acha?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s